Can you be my friend?
— O que foi?
Perguntei, tentando disfarçar o jeito que aquele olhar mexia comigo.
— Você tem estado tão diferente… Bem, não consigo te entender. Nada em você tem feito sentido pra mim.
Ninguém nunca seria capaz de entender como seu olhar me faz derreter, o efeito calmante do seu sorriso, o toque que me faz formigar, a voz que silencia o mundo…
— Acho que essa bebida está mexendo um pouco com sua cabeça. Talvez seja hora de parar.
— Só estou… — deu uma pausa e então, continuou — tão cansando disso tudo, Amie.
— Disso tudo o quê?
Perguntei, mesmo sabendo a resposta. Ele estava me encarando com uma expressão nervosa no rosto, que estava me deixando confusa sobre o que fazer a seguir.
— Você pode me mostrar. — sussurrei.
Ele deu um risinho meio nervoso, estávamos entrando em um território ainda não desbravado da nossa amizade. Nossos lábios estavam tão perto agora. Ele não disse nada, mas eu podia sentir sua respiração bem próxima da minha. Abaixei as pálpebras e me aproximei lentamente, me sentindo mais petrificada a cada instante. Fui esquecendo de respirar aos poucos. Inclinei a cabeça em direção à dele. E esperei. O beijo que eu tanto ansiava não veio. Abri os olhos, porque nada havia acontecido, exceto pelo farfalhar das ondas quebrando no mar. Eu estava sozinha. Nenhum sinal de Luke. Ele não estava mais lá. (s-uperar)